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Presidente da República lamenta morte de Djosinha e destaca legado na música cabo-verdiana

Presidente da República lamenta morte de Djosinha e destaca legado na música cabo-verdiana

O Presidente da República, José Maria Neves, manifestou publicamente o seu pesar pela morte do músico Djosinha ocorrido hoje na ilha de São Vicente, aos 92 anos. 
Através da sua página oficial do Facebook, o chefe de Estado afirmou “sentir enormemente a morte de Djosinha”, que descreve como uma lenda da música e da cultura cabo-verdiana, com perto de 75 anos de carreira. 
José Maria Neves destacou o artista como um “entertainer pioneiro em Cabo Verde”, sublinhando o seu grande talento como intérprete, o seu papel enquanto animador da rádio e a sua elegância no teatro. 
A mesma fonte, refere ainda que Djosinha foi um amigo distinto da sua terra natal e qual a sua partida deixa um imenso e impreenchível vazio. 
Na mesma mensagem, o Presidente da República dirige uma palavra de solidariedade aos familiares e amigos do músico, à ilha de São Vicente, à comunidade nos Estados Unidos e a todo o Cabo Verde. 
O cantor Djosinha faleceu hoje em São Vicente dois dias depois de receber alta do Hospital Baptista de Sousa, onde se encontrava internado.
Nascido a 25 de Maio de 1934, com o nome de baptismo José Vieira Duarte, Djosinha escolheu São Vicente, terra onde nasceu, para fazer “o encostar das portas” dos grandes palcos, após mais 70 anos de carreira.
Ao longo do seu percurso, realizou espetáculos em Cabo Verde e na diáspora, gravou diversos trabalhos discográficos.
A 25 de abril, no Mindelo, fez a sua última aparição pública, despedindo-se simbolicamente dos palcos na cidade onde nasceu, após cerca de 74 anos de carreira.

Ministério da Cultura manifesta “profundo pesar” pelo falecimento do cantor Djosinha

Na mesma linda, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas manifestou hoje o seu “profundo pesar” pelo falecimento de Djosinha, nome artístico de José Vieira Duarte, uma das figuras mais emblemáticas da música cabo-verdiana.
O cantor Djosinha faleceu hoje em São Vicente dois dias depois de receber alta do Hospital Baptista de Sousa, onde se encontrava internado.
Numa publicação nas redes sociais, o Ministério da Cultura descreve o artista, nascido em 1934, no Mindelo, como tendo construído uma carreira que atravessou várias gerações, deixando uma marca significativa na cultura nacional.
Ainda segundo a mesma fonte, o cantor e intérprete destacou-se como vocalista do grupo Voz de Cabo Verde, tendo contribuído para a divulgação e internacionalização da música cabo-verdiana.
Na mensagem, o Ministério da Cultura reconhece a trajectória do músico cabo-verdiano, que ficou conhecido pela sua presença em palco, pela voz característica e pela capacidade de cativar públicos de diferentes origens.
“Djosinha interpretou com mestria géneros como a morna, a coladeira, o samba, o bolero e a cumbia, tornando-se um verdadeiro embaixador da cultura cabo-verdiana no mundo”, lê-se na publicação.
Na diáspora, sobretudo nos Estados Unidos da América, continuou a promover Cabo Verde através da música, da rádio e da valorização da identidade nacional.
Fundou o grupo Matchona e apresentou, durante várias décadas, o programa radiofónico “Camin pa Cabo Verde”, considerado uma referência para milhares de cabo-verdianos residentes no estrangeiro.
Na nota de pesar, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas enaltece o legado artístico que o malogrado deixou, com cerca de vinte álbuns gravados e uma vida dedicada à cultura.
A sua história foi retratada no documentário “Djosinha, o showman”, obra que testemunha o percurso de um artista amplamente reconhecido no panorama musical cabo-verdiano.
“Hoje, Cabo Verde perde uma voz, um símbolo e um património humano da sua cultura. Mas a sua obra, o seu sorriso e a sua paixão pela música permanecerão vivos na memória colectiva do povo cabo-verdiano”, acrescenta a nota.
O Ministério da Cultura e das Industrias Criativas apresentou ainda as suas condolências à família, aos amigos, aos admiradores, à comunidade artística nacional e à diáspora cabo-verdiana, prestando homenagem a uma personalidade que marcou profundamente a cultura do país.

C/Inforpress

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