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Antigo jogador da Seleção/Carlitos di Fogo manifesta satisfação de ver os Tubarões Azuis no Mundial dos EUA

Antigo jogador da Seleção/Carlitos di Fogo manifesta satisfação de ver os Tubarões Azuis no Mundial dos EUA

Para o antigo jogador do Botafogo, Desportivo da Praia, Académica do Fogo, Sporting da Praia, Boavista da Praia, Seleção do Fogo e Seleção de Cabo Verde, Carlitos di Fogo, ver os Tubarões Azuis no Mundial e nos Estados Unidos da América onde reside, constitui motivo de grande satisfação e orgulho.
O antigo futebolista lamenta, no entanto, o facto de o sorteio não ter calhado a oportunidade do Combinado cabo-verdiano jogar em Massachusetts , cidade e região onde está concentrado o grosso dos emigrantes cabo-verdianos na América do Norte. Ainda assim, conta o ex -futebolista, há uma enorme mobilização e muitas pessoas estão a fazer diligências necessárias para que possam marcar presença nos estádios onde a nossa equipa vai jogar, sendo que outras vão estar a torcer vendo os jogos no grupo de amigos e familiares, bem como em espaços montados para o efeito.
Num exclusivo ao Cvsports Jogo Limpo, Carlitos  fala de momento ímpar, a presença de Cabo Verde no maior palco mundial a nível de futebol, algo que confessa quando jogava nas ilhas, não acreditava que seria tão próximo.
“Quando jogava nas ilhas, o nosso máximo era a Taça Amílcar Cabral, que tive honra e privilégio de representar a nossa Seleção no Torneio realizado em Dakar no ano de 1991, no qual perdemos na final por 0-1 ante o Senegal, dizia, não imaginava que fosse possível apurarmos para um Copa do Mundo tão cedo. Na altura havia bons jogadores, mas as condições eram outras e não permitiam que fossemos além da competição de África zona -2”, realçou.
Mas com o andar do tempo, e regular participação nas eliminatórias para o CAN e Mundial, coroada com a qualificação para o Campeonato Africano das Nações na África do Sul em 2013, começou-se a acreditar que um dia Cabo Verde estaria no Mundial, facto conta Carlitos, que enche de orgulho todos os cabo-verdianos residentes nas ilhas e nas comunidades emigradas, esta última que tem tido relevante no fornecimento dos futebolistas para a Seleção Nacional.
Quanto ao calendário, agora só resta à equipa fazer a melhor preparação e quando entrar em campo, jogar o seu melhor futebol e colocar em campo tudo o que sabe e pode.
“Todos sabemos o poderio da Espanha… quis o sorteio que fosse o nosso primeiro adversário. Devemos partir para o jogo focados, super concentrados e praticar o nosso futebol na procura do melhor resultado. Na partida contra o Uruguai, também experiente nestas andanças, devemos fazer tudo para não perdermos, abrindo boas perspectivas para o encontro da terceira jornada ante a Arábia Saudita, jogo no qual devemos dar tudo em campo para ganhar. De uma forma geral, penso que o facto de estarmos presentes no Mundial já constitui grande vitória”, adiantou o antigo futebolista.

Recordando os tempos em que jogava futebol
Na conversa com Cvsports Jogo Limpo, Carlitos di Fogo disse que foi levado para jogar futebol pelo Maruca do saudoso Sr. Zuca, indo treinar no Botafogo quando contava 16 anos de idade. Treinos conforme avançou, que eram feitos no polivalente em São Filipe na ilha do Fogo, de onde é natural.
A caminhada futebolística prosseguiu no Desportivo da Praia treinado na altura pelo russo Pletchacov. Após ter cumprido o serviço militar, regressou à ilha natal o Fogo onde representou a Académica local, de onde saiu novamente para a capital para representar o Sporting.  Ainda na Praia representou o Boavista, tendo igualmente vestido as camisolas das Seleções Regionais do Fogo e Santiago, bem como a Seleção de Cabo Verde na Copa Cabral em 1991 em Dakar no Senegal.

foto Botafogo.jfif
Durante o tempo em que jogou futebol, Carlitos lembra como algo mais marcante a participação com o Sporting na liga dos clubes campeões africanos, quando os leões afastaram uma equipa senegalesa, para seguida a equipa campeã de Cabo Verde jogar e ser eliminada pela fortíssimo Club Africain de Túnis – Tunísia.

foto no sporting liga campeoes.jfif

 Em sentido contrário pela negativa, o jogador fala de uma lesão sofrida no torneio inter-ilhas na ilha do Sal ao serviço da Seleção do Fogo.
Embora estando há mais de  vinte anos a viver nos Estados Unidos, Carlitos diz que acompanha um pouco a evolução do futebol no Fogo,  mas confessa que nos dias de hoje, já não vê a mesma garra e entrega dos jogadores como no seu tempo de futebolista.
“ Na altura nós não tínhamos campos relvados e nem outras condições, mas dávamos o litro, enquanto hoje em que os jogadores evoluem em campos relvados, não se nota a mesma entrega e amor à camisola que envergam”, afirmou.
Na ponta final da conserva com Cvsports Jogo Limpo, Carlitos di Fogo  pediu aos jogos atletas que ambicionam ter uma carreira no  futebol, a trabalharem com mais afinco, foco e determinação e aproveitem da melhor maneira as condições a nível de infra-estruturas e outras que lhes são proporcionadas.

Cvsports Jogo Limpo

 

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