Nove formandos concluem formação de treinadores de boxe promovida pela federação em parceria com IBA
Nove formandos, provenientes de várias ilhas, concluíram hoje a formação internacional de treinadores de boxe nível I em formato híbrido, promovida pela Federação Cabo-verdiana de Boxe em parceira com a International Boxing Association (IBA).
O presidente da Federação Cabo-verdiana de Boxe (FCB), Manuel Monteiro, explicou à imprensa que a realização da formação surgiu na sequência da visita do secretário-geral da IBA a Cabo Verde, em Fevereiro, altura em que manifestou interesse em reforçar a capacitação técnica no país.
“Fizemos entender que o dinheiro não nos interessava. Que nós preferimos ter pessoal formando, criar bases para avançar o boxe”, precisou Manuel Monteiro, sublinhando a necessidade de investir na formação de novos treinadores para colmatar lacunas existentes.
O dirigente referiu que a federação aptou por priorizar a formação de recursos humanos em detrimento do apoio financeiro e defendeu que o investimento nas bases é essencial para o crescimento sustentável da modalidade, sobretudo através de novos treinadores para actuar junto dos jovens.
Manuel Monteiro salientou ainda que, apesar de a formação ter sido inicialmente aberta a um número maior de participantes, apenas nove formandos concluíram o curso e considerou, no entanto, que o resultado é satisfatório e um ponto de partida para futuras iniciativas.
Acrescentou que os participantes saem com certificado internacional da IBA, o que lhes permite evoluir para níveis superiores e integrar, progressivamente, a estrutura técnica nacional.
O responsável reconheceu também as limitações financeiras existentes, realçando a necessidade de maior apoio institucional e do sector privado para o desenvolvimento do boxe, embora tenha destacado a importância da capacidade de articulação e parcerias.
Entre os participantes da formação, Karine dos Santos, que se tornou a primeira treinadora de Santiago Sul capacitada neste nível, destacou que o curso foi exigente, sobretudo devido à barreira linguística, uma vez que as sessões decorreram em inglês, o que representou um desafio adicional.
A formanda manifestou satisfação por ter conseguido acompanhar o curso e concluir com sucesso esta etapa, frisando a importância da oportunidade para o seu percurso na modalidade.
“Foi uma formação muito desafiadora, porque a formação foi totalmente em inglês”, apontou.
Já Ronivaldo Costa fez um balanço positivo da iniciativa, considerando que, apesar das dificuldades, a experiência foi enriquecedora e permitiu adquirir novos conhecimentos.
O formando indicou ainda que enfrentou desafios relacionados com a compreensão de termos técnicos em inglês, tendo assumido também um papel de apoio aos colegas durante as sessões, facilitando a comunicação com o formador.
“O balanço é super-positivo e o resultado fala por si”, concluiu.
C/Inforpress
