Manuel Gomes eleito presidente da Federação Cabo-verdiana de Ciclismo

Manuel Gomes foi eleito hoje presidente da Federação Cabo-verdiana de Ciclismo (FCC) com nove votos à favor, num pleito que contou com a participação de nove das 11 associações desportivas filiadas.
Em declarações à Inforpress após o acto eleitoral, o novo líder da FCC definiu como metas prioritárias a descentralização da modalidade, a captação de novos talentos nas escolas e a melhoria da imagem do ciclismo através de parcerias com o Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ), autarquias e outras instituições.
O novo presidente pretende também alargar a percepção sobre o papel do ciclismo na sociedade, associando a modalidade a áreas como o ambiente, o turismo e a promoção de valores.
Para atrair mais jovens e identificar novos talentos, Manuel Gomes aposta numa maior divulgação do ciclismo, através de iniciativas junto das escolas e das câmaras municipais.
A segurança rodoviária surge igualmente entre as preocupações da nova direcção, tendo em conta a percepção do ciclismo como uma modalidade de risco.
Neste sentido, apontou a necessidade de trabalhar com a polícia e a sociedade civil para criar condições que transmitam maior segurança às famílias e aos jovens interessados na modalidade.
Em termos financeiros, avançou que a federação inicia este mandato já com alguns patrocinadores e pretende consolidar uma relação assente na transparência e na confiança, através de um planeamento antecipado das necessidades da modalidade.
O responsável pretende ainda aproveitar os mecanismos de apoio previstos na legislação e aprofundar o trabalho com o Governo para criar condições que permitam fazer avançar o ciclismo no país.
Para o novo presidente, o resultado destas eleições representa uma responsabilidade acrescida e traduz a necessidade de construir uma “Federação para todos, com todos, de todos”.
A nova direcção apresenta uma composição que procura integrar representantes de diferentes ilhas, com elementos de São Vicente, São Nicolau, Maio e Boa Vista, além de Santiago.
Segundo Manuel Gomes, a presença de representantes das várias ilhas deverá facilitar a identificação dos problemas e a transmissão das dificuldades de cada região, permitindo encontrar respostas de forma conjunta.
A descentralização constitui outra das linhas de acção do novo mandato, com a intenção de levar equipamentos e apoio às zonas mais afastadas dos centros onde a modalidade está mais concentrada, sobretudo para atletas com menos recursos.
Até 2029, a Federação pretende aumentar o número de praticantes e melhorar a qualidade dos ciclistas, através do alargamento das zonas de intervenção e da identificação de novos talentos.
Entre os desafios internacionais, Manuel Gomes apontou a realização de provas internacionais em Cabo Verde como uma das ambições da nova direcção, numa estratégia de maior internacionalização do ciclismo cabo-verdiano.



