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Leitura - Cabo-verdianos

Estudo Afrosondagem queda de confiança dos cidadãos: Presidente do Parlamento considera que os políticos devem tirar as melhores ilações

Estudo Afrosondagem queda de confiança dos cidadãos: Presidente do Parlamento considera que os políticos devem tirar as melhores ilações
Protesto Pessoal da Saúde -Praia Foto E.T

Estudo Afrosondagem queda de confiança dos cidadãos: Presidente do Parlamento considera que os políticos devem tirar as melhores ilações  

O estudo da Afrosondagem divulgado esta terça feira, 17, indica a queda de confiança  dos cabo-verdianos nas Instituições e nos políticos(caiu de 74 % em 2022, para 54% em 2024),  com a prestação dos partidos políticos e das Câmaras Municipais  a serem visados negativamente, enquanto as Forças Armadas embora com ligeira redução, continuam a ser a estrutura em que os cidadãos mais confiam.  No mesmo estudo os inquiridos  manifestaram preocupação na forma como têm sido as relações institucionais entre os chefes de Estado e do Governo . Em reação, o presidente do Parlamento, Austelino Correia diz que o estudo veio em boa hora e que os políticos devem fazer uma leitura responsável quanto à percepção dos cabo-verdianos. Na mesma linha, o antigo Presidente da República Jorge Carlos Fonseca considera que cabe a todos registar com atenção a leitura feita e trabalhar mais no sentido de corrigir as falhas.

Na opinião do líder do Parlamento, Austelino Correia, os resultados do estudo  são elementos que devem servir de base para que os políticos analisem com os pés bem assentes  no chão  a realidade do país.“ Uma coisa é o que os políticos pensam, coisa diferente é aquilo que os cidadãos percepcionam no dia dia, de maneira que a minha primeira posição é que os políticos tenham em devida conta e analisem os dados com imparcialidade, objetividade  e racionalidade para podermos melhorar a percepção dos cabo-verdianos em relação à política. Estou um pouco satisfeito porque a percepção sobre prestação da Assembleia Nacional melhorou um bocadinho, embora estejamos ainda aquém do desejado, por isso exorto os deputados a trabalharmos mais, centrarmos o debate politico nas ideias e nos projetos, deixando de lado a fulanização e o assassinato de caráter” adianta Correia, que defende um debate com nível e elevação para que se possa servir cada vez melhor o país.

Apesar da queda de confiança, os cabo-verdianos consideram que a democracia constitui a melhor forma para o exercício da atividade política, facto que agrada o antigo Chefe de Estado.  Quanto à insatisfação, Jorge Carlos Fonseca  entende que cabe aos políticos e demais sujeitos com responsabilidades no país,  fazerem mais e melhor para responder às necessidades das populações.

“ Eles querem é mais, que as Instituições funcionam melhor, quer combater sinais que possam parecer como de corrupção, pensar legitimamente que devem melhorar a governação central e locais, que haja melhor relacionamento entre os Órgãos de soberania, que a Justiça seja competente, mais independente  e mais justa, que o sistema eleitoral seja mais isenta de falhas, essa ambição é legítima e portanto esses há sinais e dados não devemos meter a cabeça na areia, sim devemos registar e avaliá-los, para podermos melhorar a nossa prestação”, disse  o antigo Presidente da República.  Segundo consta, a desconfiança tem originado o aumento da abstenção nos atos eleitorais, situação que tem levado a que algumas vozes politicas defendem a introdução do voto obrigatório em Cabo Verde. Sobre essa matéria, Jorge Carlos Fonseca que é jurisconsulto, diz discordar com a opção de obrigatoriedade, por entender que a democracia deve ser exercida de forma livre.“ Eu sou contra o voto obrigatório, deve-se sim favorecer e tomar medidas para levar os eleitores a participarem politicamente nas eleições e fora delas….no nosso caso removermos obstáculos à participação porque há… nós temos é que ser determinados, imaginativos e perseverantes na escolha das soluções mais adequadas aos princípios, ideário e valores democráticos”, diz Fonseca, para quem a ideia da democracia, é a participação voluntária Ele afirma que respeita as pessoas com opiniões contrárias, mas não é a favor da introdução do voto obrigatório no país. 

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