Nuias Silva: A minha candidatura é aberta ao diálogo e congregadora para ganhar o PAICV e Cabo verde, rumo ao desenvolvimento

Nuias Silva defende um partido permanentemente aberto ao diálogo interno e com a sociedade para a construção de bases sólidas de desenvolvimento do país. Entende que a disputa deve ser vista como mecanismo catalisador para o engrandecimento e enriquecimento do partido, tendo como objectivo em primeiro lugar e sempre, os superiores interesses do país e de Cabo Verde.
Na entrevista exclusiva ao cvsports-jogo limpo, o candidato propõe divulgar objectivamente as suas ideias com todos, traçando como grande linha de força da sua candidatura, à união para projectar um PAICV forte para ganhar Cabo Verde em 2026.
“Nós defendemos um partido aberto à sociedade cabo-verdiana, que dialoga com os cabo-verdianos e consiga através desse diálogo trazer as dinâmicas da sociedade para o seio do partido, transformando em verdadeiras fontes de políticas públicas para o desenvolvimento do país e para a melhoria das condições de vida das pessoas”, afirma Silva.
Na linha de abertura, o candidato diz não defender um partido centrado na figura do presidente, mas sim de várias caras, daí propor o alargamento do número de vice-presidentes para cinco elementos, a fim de cobrir todas as áreas geográficas do país em termos de regiões políticas e da diáspora.
Silva defende ainda, “um partido inter-geracional, mostrando aquilo que é a força do PAICV como partido de esquerda, reformista, progressista e que tem essa geração privilegiada, bem formada, que está disponível para dar o passo em frente na renovação, mas que ao mesmo tempo conta com um background duma geração muito experimentada na governação do país e que possam ser grandes conselheiros do PAICV”.
Partido sustentável
Nesse particular, o candidato defende que o partido deve ter uma dinâmica, capaz de criar condições para transferir recursos para as estruturas regionais e sectoriais para que possam responder às várias demandas e ações desenvolvidas.
Fala também na necessidade da criação de uma academia de liderança… que visa formar jovens, membros das estruturas e militantes do PAICV, para que possam estar preparados e contribuir da melhor forma no trabalho e combate político do partido.
“ Em quase todas as ilhas temos patrimónios que estão subutilizadas, se nós tivermos uma ideia de trabalhar o partido na sua dimensão política através das estruturas existentes, mas ao mesmo tempo colocar em funcionamento uma estrutura de administração e gestão do património no sentido da sua rentabilização, é possível gerar investimentos através da alavancagem financeira no sistema financeiro… fazer esses investimentos e transformar esses patrimónios imóveis que estão localizados na maior parte dos centros urbanos do país, que sirvam como sedes e também como espaços para a rentabilização económica”, disse.
Coesão interna
Para Nuias Silva, deve-se encarar com naturalidade e dentro do que são os estatutos, a escolha democrática no partido. Entende que esses momentos devem ser de exaltação, de debate de ideias, que devem ser feitos sem condicionamento, mas com total responsabilidade.
“As eleições devem ser encaradas como mecanismo para fortalecer o partido, se feitas e encaradas na perspectiva que eu digo, de fortalecimento de ideias e colocarmos os nossos projectos ao crivo dos militantes para que os mesmos façam a melhor escolha e sem nenhum tipo de condicionamento. É assim que vejo e defendo que as coisas devem acontecer, por isso considero que nós, enquanto candidatos devemos ter sempre a capacidade de orientar os nossos apoiantes que estamos num processo interno que visa em última instância que quem ganha no dia 30 de março é o PAICV e Cabo Verde”, realçou.
Para Nuias Silva, a ideia da unidade do partido é conseguida através de uma forte liderança, abertura ao diálogo, de um líder com perfil de prudência, tolerância e capaz de conversar e contar com todos naquilo que são fundamentais para o partido e o país.
Da parte da sua candidatura, Silva garante o espírito da união, porquanto considera que a única e principal sensibilidade dentro do PAICV é o próprio PAICV, realçando que não há necessidade de se matar os pensamentos críticos dentro do partido para se unir, mas sim fazer debate de ideias e convergir naquilo que é necessário para o bem coletivo.
Realização de sondagens
Sobre essa questão, o candidato considera que as sondagens são instrumentos importantes de aferição de vários itens, mas que podem alterar em função de determinadas circunstâncias, mas é de opinião que cada um deve fazer a sua sondagem, caso assim entenda, e não ser instrumento para a escolha de candidatos para a eleição interna.
Nuias Silva afirma que na reunião com o presidente do PAICV, apresentou propostas que em seu entender são importantes, como o pacto de cordialidade e amizade para que a disputa seja feita num corredor do partido na base de debate ideias para o fortalecimento e unidade da referida organização partidária.
Projecto para o país
O candidato afirma que o país se encontra numa grande encruzilhada e que exige a implementação de uma agenda económica, permitindo o empoderamento das famílias no sentido de tirar as pessoas da pobreza e melhorar as suas condições de vida.
A aposta no mar, na óptica de Silva, é fundamental, já que o mar constitui fonte de várias riquezas e oportunidades para o desenvolvimento de muitas áreas, seja no domínio da indústria, do turismo, da saúde e até da mobilização de água para o consumo e a agricultura.
“ Temos que ser capazes de intensificar os investimentos no nosso tecido empresarial endógeno para que possamos transformar as ilhas em ilhas produtoras e abastecedoras, sobretudo do mercado turístico, para que o turismo possa não só servir nas estatísticas e possa também melhorar a condição de vida dos cabo-verdianos… então o investimento no sector primário a agricultura, pecuária e pesca revela-se fundamental não só para a garantia da segurança alimentar, bem como para a criação de condições locais certificadas em termos de abastecimento de vários mercados”, defende Silva.
Ainda no sector do turismo em particular, o candidato afirma que se deve trabalhar na sua diversificação, para que o mesmo possa se estender a todos os cantos do território já que cada um tem a sua particularidade e beleza.
Caso seja o candidato eleito para a liderança do PAICV promete submeter aos cabo-verdianos uma plataforma, virada, especialmente para à área dos transportes, fundamental para a mobilidade e movimentação das pessoas e cargas entre as ilhas.
“Devemos ter a capacidade de resolver essa equação do sistema dos transportes, garantindo uma solução eficaz para Cabo Verde, investindo para termos o sector doméstico dos transportes aéreos e marítimos eficaz, que garanta rapidez e baixo preço para permitir a mobilidade inter-ilhas”, afirmou Silva.
Isto, sublinhou, sem esquecer a conexão internacional, com a mobilização de parcerias estratégicas para permitir a movimentação de turistas e dos cidadãos nacionais das comunidades emigradas”, para quem a aposta na educação e formação profissional deve igualmente ser prioritária.
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