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Espanha vence França por 2-0 e carimba passaporte para a Final do Mundial

Espanha vence França por 2-0 e carimba passaporte para a Final do Mundial

«Roja» conquista a Bastilha, segue-se o Mundo
Nem o Dia da Bastilha inspirou a França. Em Dallas, os vice-campeões do mundo encontraram uma Espanha paciente, madura e fiel à sua identidade, que venceu por 2-0 e carimbou a presença na final do Mundial 2026, 16 anos depois da conquista histórica na África do Sul. A campeã europeia voltou a mostrar porque tem sido uma das seleções mais consistentes da prova e deixou pelo caminho uma das favoritas ao título.

A receita francesa era conhecida desde o primeiro minuto: recuperar a bola e acelerar pelas alas, procurando a velocidade de Barcola, Olise, Dembélé e Mbappé. Durante alguns instantes até pareceu resultar. Logo aos seis minutos, Barcola arrancou pela esquerda, deixou Pedro Porro para trás, mas Cubarsí apareceu no momento certo para evitar males maiores. Foi praticamente o último sinal de perigo de uma primeira parte em que a Espanha assumiu o controlo.

A equipa de Luís de la Fuente respondeu como melhor sabe: com bola, critério e paciência. Foi dessa forma que chegou ao lance decisivo da primeira parte. Um cruzamento aparentemente inofensivo de Cucurella terminou com Lucas Digne a atingir Lamine Yamal dentro da área. Penálti claro, convertido por Mikel Oyarzabal, que chegou aos cinco golos na competição e igualou os melhores registos espanhóis de David Villa (2010) e Emilio Butragueño (1986) em Mundiais.

O golo abalou a França. Deschamps ainda perdeu Saliba por lesão antes da meia hora e viu a equipa mergulhar numa sucessão de erros pouco habituais. A pressão espanhola sufocava a construção gaulesa, Dani Olmo e Fabián Ruiz comandavam o meio-campo e, já perto do intervalo, os «olés» começaram a ecoar nas bancadas de Dallas, reflexo da superioridade espanhola.

A segunda parte trouxe uma França mais obrigada a subir no terreno, mas quem voltou a marcar foi a Espanha. Aos 58 minutos, Pedro Porro apareceu onde menos se esperava. O lateral combinou com Dani Olmo, recolheu a bola já dentro da área e finalizou com categoria perante Maignan, colocando a campeã europeia com uma vantagem que parecia definitiva.

A partir daí, a Espanha geriu o jogo com inteligência. Ainda festejou um terceiro golo de Lamine Yamal, anulado por fora de jogo, enquanto a França tentava reagir mais pela vontade de Mbappé do que por uma ideia coletiva. O capitão francês ainda obrigou Unai Simón a intervenções decisivas, mas o ataque gaulês, tão temido durante toda a competição, nunca encontrou espaço para desmontar a organização espanhola.

No apito final, confirmou-se o regresso da Espanha à final de um Campeonato do Mundo, algo que não acontecia desde 2010, ano em que conquistaram o título, na África do Sul. Depois de eliminar Portugal e Bélgica nas rondas anteriores, a seleção espanhola voltou a mostrar maturidade competitiva para afastar outro candidato ao título. Já a França, finalista em 2022 e campeã em 2018, despede-se da luta pelo troféu e terá agora de disputar o encontro de atribuição do terceiro lugar. Ambos esperam o adversário que sairá da segunda meia-final, entre Inglaterra e Argentina, esta quarta-feira.

O Momento: penálti de Digne aos 22 minutos
Uma falha grande do lateral Digne, a pontapear Lamine Yamal, confirmou a superioridade espanhola no encontro que até então ainda não tinha conseguido faturar. Oyarzabal converteu o castigo máximo aos 22 minutos e a Espanha nunca mais largou o comando.

A Figura: Rodri
O médio espanhol voltou a comandar o jogo com a serenidade habitual. Controlou os ritmos da partida, condicionou Olise sempre que a França tentou construir e foi o ponto de equilíbrio de uma Espanha que raramente perdeu o controlo do encontro. Uma exibição de líder, discreta na forma, mas gigante na influência.

Com a vitória frente à França, a Espanha aguarda pelo adversário da final que sairá do embate Aregentina - Inglaterra desta quarta feira.

Cvsports Jogo Limpo C/Maisfutebol

 

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