Mundial2026: FCF reage com “muita satisfação” à suspensão de cauções para adeptos com bilhetes
A Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) reagiu hoje com “muita satisfação” à suspensão das cauções pelos EUA a adeptos com bilhetes para o Mundial, realçando a facilitação da mobilidade e do apoio às selecções participantes.
Em declarações à Inforpress, o presidente da FCF, Mário Semedo, afirmou que a questão dos custos associados às deslocações dos adeptos sempre foi uma preocupação central da instituição, sublinhando “o impacto financeiro significativo” para muitos cabo-verdianos.
Segundo o dirigente, a nova orientação representa “um incentivo importante” à presença de adeptos nos estádios, permitindo que mais pessoas possam deslocar-se e acompanhar os jogos da selecção nacional, desde que estejam devidamente munidas do respectivo visto de entrada.
“É com muita satisfação que recebemos esta notícia, porque permitirá que as pessoas, querendo, possam ir com mais facilidade apoiar a selecção nacional”, referiu.
A decisão norte-americana surge no âmbito da suspensão da exigência de caução que varia entre cinco mil e 15 mil dólares (cerca de 4.200 a 12.800 euros), aplicada a viajantes de países considerados de maior risco em matéria de imigração.
A medida tinha sido alvo de críticas por parte de organizações de direitos humanos e do sector do turismo, que alertavam para o impacto negativo na circulação de adeptos estrangeiros durante a competição.
Entre os países abrangidos estavam várias nações africanas, incluindo Cabo Verde, cujas selecções estão qualificadas para o torneio, o que tornava a questão particularmente sensível no contexto da qualificação e mobilização dos adeptos.
O Campeonato do Mundo de 2026 decorrerá entre 11 de Junho e 19 de Julho, numa edição alargada com 48 seleções, organizada conjuntamente pelos Estados Unidos, Canadá e México.
Cabo Verde, que se estreia no mundial, partilha o Grupo D, com dois campeões do Mundo, Espanha (Europa) e Uruguai (América do Sul), aos quais se juntam a Arábia Saudita (Ásia).
C/Inforpress



