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Futebol/Sub-17: EFAT reclama da sua exclusão no Regional de Santiago Sul pela Associação e clama pela intervenção da FCF

Futebol/Sub-17: EFAT reclama da sua exclusão no Regional de Santiago Sul pela Associação e clama pela intervenção da FCF


A Escola de Futebol Achada Grande Trás (EFAT) denunciou a sua exclusão do Campeonato Regional Sub-17 de Santiago Sul, pela  Associação Regional de Futebol de Santiago Sul (ARFSS) a quem acusa de  abuso de poder e falta de transparência.
Esta deniuncia vem expressa num comunicadio em que a  EFAT realça que  a escola não teve conhecimento da reunião realizada no dia 18 de Novembro de 2025, na sede da ARFSS, destinada à inscrição dos clubes no referido campeonato.
Isto porque, a associação escreveu errado o endereço eletrónico (e-mail) da EFAT, impossibilitando assim de participar da reunião e posteriormente do campeonato, onde o clube compete de forma contínua há mais de dez anos.
O presidente da EFAT, Edmilson Garcia, explicou que, apesar das várias tentativas de contacto e de resolução do problema junto da ARFSS, não foi apresentada qualquer solução concreta, tendo sido apenas instruída a aguardar uma eventual averiguação, cuja resposta nunca chegou a ser comunicada.
No dia 19 de Dezembro de 2025, afirmou, um membro da EFAT deslocou-se à sede da ARFSS para proceder ao pagamento da taxa de inscrição, mas foi impedido pelo presidente da associação, que recusou o recebimento do valor e a consequente inscrição da equipa.
De acordo com a EFAT, o dirigente da ARFSS terá ainda proferido declarações consideradas injuriosas e desadequadas à função que exerce, realçando, entre outros pontos, que “o grupo já está fechado” e que “outros clubes também não receberam o e-mail, mas mesmo assim participaram”.
Na sequência, disse que o presidente da ARFSS terá apresentado uma solução de última hora, propondo a realização de um jogo de “play-off” com outra equipa cuja não inscrição decorreu de circunstâncias diferentes, proposta que a EFAT considerou inadequada e injusta, tendo recusado.
“Entendemos que qualquer organização responsável e comprometida com a justiça desportiva deveria assumir o erro cometido, apresentar as devidas desculpas e criar mecanismos eficazes para corrigir a situação”, defendeu, evidenciando que a associação deveria garantir a igualdade de tratamento entre todos os clubes filiados.
Esta escola de futebol frisou que perante este impasse teve de solicitar formalmente a intervenção da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), com vista a repor a legalidade e assegurar o seu direito de participação no Campeonato Regional Sub-17, alegando que a ARFSS não dispõe de mecanismos eficazes para a denúncia e resolução de conflitos desta natureza.
A situação, segundo a EFAT, apanhou de surpresa atletas, treinadores, dirigentes e encarregados de educação, gerando indignação entre os jovens que treinam ao longo de todo o ano com o objetivo de participar na principal competição regional do escalão.
EFAT sublinha, na sua comunicação, que as recentes conquistas do futebol cabo-verdiano, como a histórica qualificação para o Campeonato do Mundo e a qualificação da Seleção Nacional Feminina para o CAN “não se coadunam” com práticas administrativas consideradas injustas e lesivas do desenvolvimento do futebol juvenil.
 

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