Logo

Madjer -, exemplo de desportista a seguir

Madjer -, exemplo de desportista a seguir

Paulo Veiga

Há jogos que são muito mais que um jogo. São momentos de memória, de respeito e de gratidão. Ao longo de mais de uma década, o Capitão Madjer não foi apenas um jogador do Sporting Clube da Praia, foi um símbolo vivo daquilo que o clube representa. Liderou dentro e fora de campo, inspirou colegas, honrou a camisola e criou uma ligação rara com todos aqueles que vivem este clube com paixão.
Vi de perto o que significa vestir esta camisola com verdade, e o Madjer fez isso todos os dias. Com entrega, com caráter, com uma humildade que hoje é cada vez mais rara no futebol. Há jogadores que ganham títulos, e depois há aqueles que deixam marca nas pessoas. O Madjer conseguiu fazer as duas coisas.
Despedidas nunca são fáceis, mas esta não foi um adeus, é um reconhecimento. Reconhecimento de um percurso extraordinário, de uma liderança que marcou gerações e de um legado que vai muito além das quatro linhas. O Sporting da Praia fica mais rico por tudo aquilo que ele deu, e todos nós ficamos mais inspirados por aquilo que ele representa.
Obrigado por tudo, Capitão. O futebol despede-se de um líder dentro de campo, mas o clube ganha para sempre uma referência fora dele. Porque há histórias que não acabam, “apenas” se transformam. E esta é uma delas.

 

Partilhar

Leia também

𝗔 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗰𝗿𝗮𝗰𝗶𝗮 𝗲́ 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗲́𝗺 𝘂𝗺 𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗿𝘂𝘁𝗶𝗻𝗮𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗰𝗮𝗿𝗮́𝗰𝘁𝗲𝗿 𝗱𝗼𝘀 𝘀𝗲𝘂𝘀 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝘀

Lassana Cassama

Jornalista Guine Bissau

𝗔 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗰𝗿𝗮𝗰𝗶𝗮 𝗲́ 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗲́𝗺 𝘂𝗺 𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗿𝘂𝘁𝗶𝗻𝗮𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗰𝗮𝗿𝗮́𝗰𝘁𝗲𝗿 𝗱𝗼𝘀 𝘀𝗲𝘂𝘀 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝘀

·
𝗥𝗘𝗙𝗟𝗘𝗫𝗔̃𝗢 - 𝟯𝟮
𝗔 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗰𝗿𝗮𝗰𝗶𝗮 𝗲́ 𝘁𝗮𝗺𝗯𝗲́𝗺 𝘂𝗺 𝘀𝗶𝘀𝘁𝗲𝗺𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗿𝘂𝘁𝗶𝗻𝗮𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝘀𝗼𝗰𝗶𝗲𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗰𝗮𝗿𝗮́𝗰𝘁𝗲𝗿 𝗱𝗼𝘀 𝘀𝗲𝘂𝘀 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝘀
É verdade que a democracia é um sistema político. Mas, eu diria que vai além. É uma cultura assente na abertura de espírito para ouvir e aceitar o contraditório. Por isso, começa em casa entre o homem, a mulher e os filhos; nas escolas; e/ou nas associações, passando pelas instituições que representamos ou para as quais trabalhamos. 
No entanto, hoje em dia, ela - a democracia -, ajuda-nos a escrutinar e a entender o verdadeiro caráter e/ou a personalidade de um homem numa sociedade aberta, onde a própria democracia é adoptada como um sistema e uma cultura institucional.
Lamentávelmente, e com muita mágoa, diria que o homem guineense está ainda longe de interiorizar e aceitar a democracia como um mecanismo de equilíbrio de poder em casa, na sociedade e no trabalho, onde o debate de ideias é salutar, e onde perder ou ganhar faz parte do próprio jogo democrático. 
Por isso, tenho esperança na abertura, na tolerância e no entendimento entre os guineenses, porquanto a democracia é o sistema que escolhemos para as nossas vidas. Daí, acredito que ainda estamos a tempo de recompor-se e salvar do que resta da nossa democracia e da nossa valiosa e sagrada UNIDADE NACIONAL e da nossa GUINEENDADI. 
Aveiro, 18 de dezembro de 2025
LC