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“Toda a humanidade tem uma enorme responsabilidade para com a ética desportiva”, Orlando Mascarenhas

“Toda a humanidade tem uma enorme responsabilidade para com a ética desportiva”, Orlando Mascarenhas

O presidente da Academia Olímpica Cabo-verdiana, Orlando José Mascarenhas, considera que na generalidade toda a humanidade tem uma enorme responsabilidade para com a ética desportiva e que ela se afigura como um fenómeno que surge como uma estrutura moral que define alguns limites para o comportamento dos desportistas.
“Ao adoptar os valores éticos do desporto, não só preservamos a excelência atlética, mas contribuímos igualmente para a construção de uma sociedade mais justa e solidária”, realçou, fazendo votos para que o desporto continue a despertar em todos nós a sensibilidade e a disponibilidade para uma permanente participação, na sua promoção e desenvolvimento, com base nos respectivos valores olímpicos e no quadro do espírito desportivo.
O antigo presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol (1991-1993), referiu ao cvports.cv que “o espírito desportivo é essencial para o sucesso da promoção e do desenvolvimento do desporto e é benéfico para o indivíduo, para a organização desportiva e para a sociedade no seu todo”.
Nesta linha, referiu que “a excelência, a amizade e o respeito são os pilares que sustentam uma prática desportiva verdadeiramente enriquecedora”, alegando que “esses valores não só elevam o desempenho do atleta, mas moldam caracteres e fortalecem vínculos humanos”.
Ao apontar o desporto como “uma ferramenta poderosa para a inclusão social, a igualdade do género, a capacitação dos jovens, com benefícios que ultrapassam o local de estágio”, Mascarenhas, disse que os agentes desportivos, de uma forma generalizada, são responsáveis por respeitar e fazer respeitar todas as regras da Ética Desportiva.
“Através do desporto o indivíduo adquire valores como o desportivismo, o espírito de grupo, o espírito de equipa, a amizade, a solidariedade, o respeito, a disciplina, a interajuda. A sociedade desportiva, pela sua riqueza cultural e social, é um meio privilegiado para que as opções pelos valores da ética sejam cada vez mais postas em prática, devendo ser um exemplo para os outros actores da sociedade”, referiu.
O desporto, além da busca pela vitória, ressaltou Orlando José Mascarenhas, ensina lições de disciplina, de acção e trabalho em equipa, que são fundamentais para o sucesso, não apenas dentro dos quadros ou campos, mas também na vida quotidiana”.
Sendo assim, o homem que em 1969, enquanto treinador conduziu o Sporting da Praia ao título de campeão de Cabo Verde, alertou que “clubes, associações, federações, empresas e instituições públicas desempenham um papel vital na criação de um ambiente desportivo, respeitoso e inspirador”.
Parafraseando Pierre de Coubertin, que em 1894 reavivou os Jogos Olímpicos, Mascarenhas frisou que “a excelência, a superação pessoal, o Fair-Play, o respeito pelo esforço de todos os atletas, pelas regras das modalidades, em suma, os valores universais do desporto, constituem atributos que o documento fundamental do olimpismo consagra e que estão na génese do plano nacional para a Ética e o desporto”.
 

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