Paralímpico Marilson Semedo, segundo no “ranking” africano, interrompe carreira “por falta de condições”

De Portugal onde está a residir desde os Jogos Paralímpicos de Paris’2024, o atleta paralímpico internacional cabo-verdiano, Marilson Semedo, número dois do “ranking” africano e 14º do Mundo na disciplina do lançamento de dardo, anunciou hoje que decidiu “interromper por tempo indeterminado” a sua carreira, ainda que qualificado para o Mundial.
O atleta de São Domingos, atleta amputado de um membro inferior (F57), número dois do “ranking” africano, com o lançamento de 39,97 metros nos Jogos Paralímpicos de Paris’2024, pelo que bateu o seu próprio recorde nacional ao superar a anterior marca de 38,20 metros alcançada no lançamento de dardo do Campeonato do Mundo de Paris’2023.
“Esta interrupção é devido a falta de condições para continuar essas actividades, faltam condições de treinamento, faltam condições financeiras para suportar as despesas desta actividade que tanto amo e tanto me dediquei”, divulgou Semedo que criticou o “total abandono e silêncio total das nossas autoridades”.
Acusou o Comité Paralímpico de Cabo Verde, a Federação Cabo-verdiana de Desporto Adaptado e o Instituto do Desporto e da Juventude como sendo responsáveis pela sua tomada de posição, não por sua vontade, “mas sim por esses motivos descritos neste comunicado”.
O atleta disse que foi a Portugal com o objectivo de ter melhores condições de treinamento e de preparação, visando alcançar outros patamares nas modalidades que pratica, sustentando que nos Jogos Paralímpicos de Paris’2024, alcançou um novo recorde Nacional.
“Fiquei entre os dez melhores atletas na minha competição, passei a ser o número dois no ranking africano e décimo quarto a nível Mundial, e passado sete meses, o silêncio das nossas autoridades é total que tive que me desenrascar para sobreviver aqui em Portugal”, esclareceu.
A época desportiva já vai a meio, explicitou, acrescentando que tinha o objectivo de ir ao Campeonato do Mundo deste ano do qual está qualificado, “mas sem treinos, e sem a devida preparação”, vê essa participação a ficar para trás, não por sua culpa, pois alegou que a sua vontade é de estar sempre a competir e a representar o seu país.



