Prática de pagar jogadores, dá sinais de rotura nalgumas ilhas

Prática de pagar jogadores, dá sinais de rotura nalgumas ilhas
Profissionalização e ou sime- profissionalização sem bases começa a perigar a não realização de provas oficiais em algumas regiões desportivas, exemplo disso, são as regiões desportivas da Brava e do Maio, onde equipas não conseguiram inscrever jogadores por falta de meios financeiros para satisfazer as exigências dos futebolistas. Embora não seja contra um clube garantir as mínimas condições para que o atleta possa jogar futebol, já não sou à favor a prática utilizada de alguns anos a esta parte, no pagamento de quantias em dinheiro para a assinatura de fichas e uma mensalidade(salário), quando a maioria de equipas sequer possuem estruturas mínimas como uma sede.
Durante muito tempo ,determinados dirigentes desportivos uns até sacrificaram o património pessoal para poder alimentar essa prática utilizada primeiro, nas principais regiões desportivas , mas cujo “vírus” se espalhou para ilhas de menor dimensão, com equipas a contratar jogadores de outras partes do território nacional e mesmo do estrangeiro, exemplo do Sporting da Brava que chegou a ter jogador europeu proveniente das Canárias – Espanha.
As verbas gastas por muitas equipas nos últimos tempos para estarem à altura de competir para ganhar um campeonato regional, diga-se sem grande contrapartida no capítulo financeiro, caso fosse utilizado na aposta com os escalões de formação, certamente hoje poderiam colher melhores frutos.
Algumas pessoas podem ter opinião diferente, que se respeita, mas entendemos que nenhuma estrutura seja de que ramo for, consegue pagar salários sem ter onde ir buscar os meios para tal. Se as equipas não possuem meios financeiros, que são arrecadados através de investimentos geradores de rendimento e pagamento regular de cotas dos sócios, como insistir numa prática que está revelar-se má, prova disso a não realização das provas oficiais de futebol esta época nas regiões desportivas da Brava e do Maio. Certamente outras regiões poderão passar pela mesma dificuldade futuramente.
Sendo assim, pensamos ser tempo de se repensar a forma como as coisas têm sido feitas, passando a adotar mecanismos que se enquadram dentro realidade do país e das reais capacidades das equipas.
Dia em que as bases estiverem montadas e que as equipas federadas se transformarem em verdadeiros clubes, com estruturas próprias(sede), fontes de rendimento e organização técnica e administrativa, aí sim, aplaudiremos a implementação do semi e ou profissionalismo do futebol regional e nacional.
Cvsports jogo limpo.
