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Tomou posse o décimo nono governo liderado por Américo Ramos

Tomou posse o décimo nono governo liderado por Américo Ramos

Tomou posse o décimo nono governo liderado por Américo Ramos

Já tomou posse o décimo nono governo Constitucional de S. Tomé e Príncipe.
Num contexto político marcado pela tensão e pela necessidade de negociação, Américo Ramos, uma escolha do presidente da república, lidera um executivo que combina ministros do governo anterior com novas caras, mas que não conta com o apoio da direção do partido com maioria absoluta no parlamento.
Américo Ramos jurou assumir as funções de Primeiro-Ministro com responsabilidade, dedicação e total compromisso de servir o povo de São Tomé e Príncipe.
No seu discurso, destacou a importância de restaurar a confiança entre os santomenses e entre o povo e o Estado.
“Não podemos permitir que ódios, perseguições ou divisões continuem a ditar e adiar o nosso futuro. A união será a força que nos permitirá enfrentar os desafios e alcançar um país mais justo e próspero.”
Consciente da fragilidade económica e financeira do país, Américo Ramos definiu prioridades da sua governação.
“Governaremos com responsabilidade, eliminando desperdícios e priorizando investimentos que realmente impactem a vida das pessoas. Adotaremos uma postura prudente em relação às viagens oficiais, com todos os membros do governo, incluindo este Primeiro-Ministro, realizando apenas deslocações estritamente indispensáveis. A prioridade deste governo será enfrentar os desafios que mais afetam a nossa população: saúde, eletricidade, água, saneamento, educação e segurança alimentar.”
Américo Ramos prometeu estabilidade e a luta contra a corrupção como pilares fundamentais da sua governação, destacando o compromisso com a transparência e o desenvolvimento do país.
Para o Presidente da República, os santomenses esperam do novo governo uma liderança que se diferencie da experiência mais recente.
“Anseiam por uma governação que não seja solitária nem arrogante, mas sim empenhada e dialogante” – destacou Carlos Vila Nova.
Segundo o Presidente da República, os santomenses esperam um futuro menos asfixiante e marcado pela paz social.
Carlos Vila Nova fez questão de deixar uma nota no seu discurso “lamentavelmente, mais uma vez, não se prevê a transferência de pasta entre o Primeiro-Ministro cessante e o empossado.”
A tomada de posse do 19.º Governo Constitucional ficou assinalada pela ausência da Presidente da Assembleia Nacional, um gesto que não passou despercebido.
 

Com José Bouças do Telanon

 

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