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Aliados de Bolsonaro vão insistir na tese de 'perseguição política', mas veem condenação quase certa

 Aliados de Bolsonaro vão insistir na tese de 'perseguição política', mas veem condenação quase certa
Ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro foi denunciado pela PGR sob a acusação de liderar organização criminosa que tentou golpe de Estado — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Perante a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) do Brasil, a estratégia dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro será insistir na tese de que ele está sendo vítima de uma "perseguição" do Supremo Tribunal Federal (STF) – e de que não deu autorização final para uma aventura golpista.
Por outro lado, esses mesmos aliados admitem nos bastidores que a condenação do ex-presidente no inquérito do golpe é praticamente certa. E que, ainda assim, ele vai se transformar num cabo eleitoral ainda mais forte.
Os advogados do ex-presidente batem na tecla de que ele "pode" ter discutido um plano do golpe, com intervenção no Judiciário Eleitoral e anulação das eleições, mas não assinou o documento e não deu aval para concretizar qualquer operação.
Após reunião com senadores aliados na terça-feira (18) e antes da divulgação da denúncia, Bolsonaro afirmou que o eventual documento da PGR não lhe trazia nenhuma preocupação. Na verdade, porém, ele teme ser condenado pelo STF e preso.
Com a divulgação do documento, aliados saíram imediatamente em defesa do político.
•    O senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a denúncia da PGR "não tem absolutamente nenhuma prova" contra o seu pai.
•    O senador Rogério Marinho (PL-RN) publicou nas redes sociais que a injustiça, o arbítrio e a perseguição não conseguirão calar o sentimento da população e o que o presidente Jair Bolsonaro representa.
•    O senador Ciro Nogueira (PP-PI) também foi na linha e defende o ex-presidente, garantindo confiar na sua inocência e honestidade.

Com GloboNews
 

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