PR pede recepção em apoteose aos Tubarões Azuis no Dia da Independência Nacional

O Presidente da República afirmou hoje, nesta cidade, após depositar uma coroa de flores no Memorial Amílcar Cabral, que os Tubarões Azuis devem ser recebidos em apoteose no Dia da Independência, durante as comemorações do 51.º aniversário.
José Maria Neves fez estas afirmações aos jornalistas após a cerimónia de deposição da coroa de flores, assinalando mais uma homenagem a Amílcar Cabral, líder da luta de libertação nacional e reunindo altas figuras do Estado, antigos combatentes da liberdade da pátria e outras entidades.
O chefe de Estado ressaltou que a celebração da independência não deve limitar-se à evocação do passado, mas também servir para reforçar a confiança no futuro do país.
Nesse sentido, associou o simbolismo do 5 de Julho à chegada dos Tubarões Azuis, que regressam ao país depois da participação histórica no Campeonato do Mundo de Futebol de 2026.
“É necessário recebê-los em apoteose para manifestarmos a nossa gratidão e o nosso júbilo”, realçou.
O Presidente da República observou que a classificação da selecção nacional para o Mundial constituiu um feito extraordinário para Cabo Verde e recordou que a equipa foi condecorada antes da partida para a competição.
Na sua perspectiva, o percurso dos Tubarões Azuis projectou a imagem do país além-fronteiras e representa um motivo de orgulho nacional.
Ainda segundo o chefe de Estado, a coincidência entre o regresso da selecção e a celebração do Dia da Independência confere um simbolismo especial à data.
Também ouvido pela imprensa após a cerimónia, o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, atribuiu um significado particular à sua primeira participação nas comemorações da independência enquanto chefe do Governo, acrescentando que a data reforça os valores que estiveram na origem da soberania nacional e o compromisso de continuar a trabalhar pela dignidade dos cabo-verdianos.
“Estar aqui, neste momento, na comemoração do 51.º aniversário da independência de Cabo Verde, tem um significado muito especial”, confidenciou.
Carvalho anunciou ainda que o Governo decidiu instituir o dia 3 de Julho como o Dia dos Tubarões Azuis, para perpetuar na memória colectiva o percurso da selecção nacional no Mundial de 2026 e reconhecer o contributo dos jogadores, da equipa técnica, dos dirigentes e de todos os profissionais envolvidos na campanha.
Por sua vez, o antigo combatente da liberdade da pátria Pedro Pires avançou que a deposição da coroa de flores constitui um gesto de homenagem e reconhecimento a Amílcar Cabral pelo seu contributo para a libertação nacional.
Ao comentar a prestação da selecção cabo-verdiana no Mundial, sustentou que o desempenho da equipa demonstra a importância do trabalho, da organização, da disciplina e da cooperação.
“É uma forte mensagem para a juventude cabo-verdiana. Afinal, é possível sonhar e é possível realizar, atingir os objectivos desde que nos empenhamos”, disse.
Para Pedro Pires, o percurso dos Tubarões Azuis ultrapassa a dimensão desportiva e transmite uma mensagem de confiança não apenas à juventude cabo-verdiana, mas também à juventude africana, de que é possível vencer desafios através do empenho, da determinação e do trabalho colectivo.
C/Inforpress


