PAICV aprova cabeças de listas nacionais para legislativas com aposta em “rostos da mudança”
A Comissão Política Nacional do PAICV (oposição) apresentou ontem, 6, os cabeças de lista nacionais para as próximas eleições legislativas marcadas para Maio, com aposta, segundo o seu presidente, em “rostos da mudança”.
Francisco Carvalho falava em conferência de imprensa, após a reunião da Comissão Política Nacional do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) que, conforme sublinhou, cumpriu o previsto nos estatutos e permitiu validar os nomes que irão liderar as listas nos círculos eleitorais nacionais.
Segundo anunciou foram aprovados os seguintes nomes para liderar as listas nos círculos nacionais: Santiago Sul (Francisco Carvalho, presidente do partido), Santo Antão (Rosa Rocha, actual deputada da nação), São Vicente (João do Carmo, deputado da nação e vice-presidente do PAICV), Brava (Clóvis Silva, deputado da nação e actual líder da bancada do PAICV na Assembleia Nacional).
Para São Nicolau a escolha do partido “tambarina” caiu sobre Magui Silva (presidente da Comissão Política Regional da ilha e vereadora não profissionalizada na Câmara Municipal da Ribeira Brava), Maio (Adelaide Brito, actual presidente da Assembleia Municipal), Boa Vista (Marísia Lima, actual presidente da Assembleia Municipal).
Para Santiago Norte, o PAICV preferiu João Brito, actual presidente da Assembleia Municipal de Santa Catarina, Sal (Carlos Andrade, presidente da Comissão Política Regional da ilha, e deputado municipal), Fogo (Luís Nunes, presidente da Comissão Política Regional da ilha e presidente da Assembleia Municipal de São Filipe”.
O dirigente assegurou que a escolha desses nomes se baseou em critérios como competência, confiança, experiência, preparação e posicionamento dos candidatos, resultando num equilíbrio entre esses factores.
“Queria sublinhar que os cabeças de lista que apresentamos são os rostos que vão começar a implementar em Cabo Verde a mudança que precisamos no nosso país”, afirmou o líder do maior partido da oposição.
Segundo sustentou, são estes rostos de mudanças que vão enfrentar situações que o país vive neste momento, nomeadamente, o problema de desemprego, de insegurança, de habitação, de acesso a cuidados de saúde, de transportes aéreos e marítimos, entre outros.
Questionado sobre o processo de escolha, Francisco Carvalho afirmou que as decisões foram tomadas de forma “tranquila, serena e em diálogo” envolvendo diferentes actores do partido e também contributos da sociedade civil através de um processo de auscultação.
Ainda, sobre a possibilidade de outros nomes, como o de Démis Almeida para o círculo do Sal, sublinhou que o partido dispõe de vários quadros qualificados, mas que, em cada círculo, apenas um pode ser escolhido para liderar a lista.
“O PAICV tem vários quadros com provas dadas, com competências comprovadas para liderar listas em diferentes círculos” reforçou, acrescentando que há várias posições e lugares em que os quadros do partido seguramente irão dar um excelente contributo.
Francisco Carvalho realçou que o partido procurou respeitar a legislação sobre paridade, afirmando que 40 por cento (%) dos cabeças de lista são mulheres e 60% homens, e prometeu que, em breve, irão também apresentar os cabeças de lista para o círculo da diáspora assim como os restantes nomes das listas.
Assegurou ainda que o partido atravessa um momento de unidade interna, ao contrário do Movimento para a Democracia (MpD, poder) que, segundo afirmou, enfrenta divisões internas.

