O ministro da Defesa afirma que o Paquistão está em "guerra aberta" com o Afeganistão após os últimos ataques.
Soldados talibãs afegãos estão posicionados no lado afegão da passagem de fronteira de Torkham com o Paquistão, em Torkham, Afeganistão, na sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026. (Foto AP/Wahidullah Kakar) Paquistão e Afeganistão trocaram ataques em uma escalada dramática das tensões entre os países, que, segundo o ministro da Defesa do Paquistão, significa que agora estão em "guerra aberta".
A tensão entre os vizinhos tem sido alta há meses, com confrontos na fronteira em outubro que resultaram na morte de dezenas de soldados, civis e suspeitos de militância. O Paquistão acusa o governo talibã do Afeganistão de abrigar grupos militantes que, por sua vez, realizam ataques do outro lado da fronteira, além de se aliar à sua principal rival, a Índia.
Um cessar-fogo mediado pelo Catar pôs fim aos combates, embora os dois lados ainda troquem tiros ocasionalmente. Diversas rondas de negociações de paz em Istambul, em novembro, não conseguiram produzir um acordo formal.
Na noite de quinta-feira, o Afeganistão lançou um ataque transfronteiriço contra o Paquistão, alegando ser uma retaliação aos ataques aéreos mortais realizados pelo Paquistão em áreas fronteiriças afegãs no domingo.
Em seguida, o Paquistão realizou ataques aéreos em Cabul e em outras duas províncias afegãs na madrugada de sexta-feira.
Após os ataques de sexta-feira, o Ministro da Defesa, Khawaja Mohammad Asif, afirmou numa publicação no Google que o Paquistão esperava a paz no Afeganistão após a retirada das forças da OTAN em 2021 e que o Talibã, que assumiu o poder no país, se concentraria no bem-estar do povo afegão e na estabilidade regional.
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