ILÍDIO VIEIRA TÉ É O NOVO PRIMEIRO-MINISTRO DE TRANSIÇÃO DA GUINÉ-BISSAU
O Presidente da República de Transição, Horta Inta-a, nomeou hoje Ilídio Vieira Té como novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau.
Para além de chefiar o Executivo, Vieira Té vai ainda ocupar a pasta de Ministro das Finanças.
“O Presidente da República de Transição, no uso das suas atribuições e competências, nomeia Ilídio Vieira Té primeiro-ministro e Ministro das Finanças”, lê-se no decreto presidencial tornado público esta sexta-feira, em Bissau.
Vieira Té vai assim substituir Braima Camará, que ocupou o cargo entre agosto e novembro de 2025.
Importa referir que a Guiné-Bissau mergulhou numa crise eleitoral após os tiroteios ocorridos na última quarta-feira, nas imediações do Palácio da República, no centro de Bissau. Horas depois, um Comando Militar para a Restauração da Ordem Constitucional anunciou a destituição do poder político no país.
Na sequência desta decisão, os militares suspenderam o processo eleitoral em curso, destinado a eleger o novo Presidente da República e o Parlamento, antecipando-se à divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.
Em reação, o candidato independente Fernando Dias, que reclama vitória nas eleições de domingo, condenou o golpe militar e pediu à comunidade internacional que faça valer a democracia na Guiné-Bissau.
Perante esta nova crise, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) realizou uma cimeira de emergência virtual dos Chefes de Estado, com o objetivo de analisar a situação interna do país.
No final da reunião, em que condenaram a situação prevalecente na Guiné-Bissau, a organização sub-regional exigiu a restauração incondicional da ordem constitucional sem demora e rejeitou quaisquer medidas que perpetuem o golpe ilegal ao processo democrático e a subversão da vontade do povo guineense.
Para além da CEDEAO e da UA, várias organizações internacionais, nomeadamente a União Europeia e a CPLP, estão a exigir a conclusão do processo eleitoral em curso na Guiné-Bissau.
Por: Alison Cabral “AC”, jornalista freelancer, multimédia e ativista dos direitos humanos



