Ministro do Desporto considera a na Corrida da Liberdade uma manifestação genuinamente popular
O ministro do Desporto enalteceu hoje a forma como a Corrida da Liberdade realizada na cidade da Praia, “manifestação genuinamente popular” que contou com a participação massiva dos atletas e população. Carlos Monteiro classificou a prova como “extremamente positiva”, neste dia histórico para Cabo Verde.
Segundo Monteiro, a iniciativa vai além da competição atlética, promovendo actividade física e desporto para todos.
“Tivemos idosos do projecto Movimento Movidoso, que participaram na aula de ginástica e na caminhada. Na plataforma online registámos cerca de 1.500 inscrições, para além dos quase 250 atletas que competiram nas provas de 13 quilómetros, veteranos, desporto adaptado, 6 quilómetros e provas júnior”, afirmou.
O ministro realçou o esforço da organização, feito com poucos dias de antecedência, e elogiou o Instituto do Desporto e da Juventude (IDJ) e a Associação de Atletismo de Santiago Sul pelo trabalho realizado.

Carlos Monteiro vinculou a corrida às comemorações dos 35 anos das primeiras eleições livres e democráticas em Cabo Verde, vincando a importância da liberdade, da democracia, da iniciativa privada, das artes, cultura e desporto na construção do país.
O ministro anunciou que a Corrida da Liberdade e Democracia será realizada anualmente, reforçando que se trata de “uma manifestação da população e não de natureza política ou partidária”.
Sobre a participação popular, o ministro afirmou que a corrida “não é algo que se possa cancelar, suspender ou adiar".
“Basta observar a resposta da população. Esta é uma corrida do povo, dos munícipes da Praia, que marcam presença ano após ano. Mesmo após o cancelamento ou suspensão por parte do município, inscreveram-se em tempo recorde e participaram, seja correndo, caminhando ou convivendo em torno da actividade física e do desporto”, evidenciou .
Ele acrescentou que “isso demonstra a todos os políticos, de todos os quadrantes, do MPD, do PAICV e de outras forças , que se trata de uma manifestação genuinamente popular. Não é do MPD, não é do PAICV, e não pode ser. Não se devem intrometer questões ideológicas ou partidárias numa iniciativa que pertence ao povo”, realçou.
“Este evento não pode ser cancelado ou adiado. A participação popular demonstrou que é uma corrida do povo, promovendo convivência, saúde e actividade física”, concluiu.



