Final de sub-17 na Várzea: Bola Pra Frente tenta quebrar “invencibilidade e imbatibilidade” da EPIF na final desta tarde

A final do Campeonato Regional de Futebol de Santiago Sul de sub-17 disputa-se esta tarde de segunda-feira, 03, no relvado do Estádio da Várzea entre a formação da Fundação EPIF e a Bola da Frente. Um jogo que promete já que para além do título, está em jogo a resistência da invencibilidade e da inviolabilidade do conjunto da Fundação EPIF.
Sem dúvida, esta final vai opor-se a duas das melhores escolas de formação de Santiago Sul e quiçá do país, que tem dado provas nesta região desportiva e não só, na formação de talentos do futebol cabo-verdiano.
Por um lado, está a invencível equipa da EPIF que vem de uma série impressionante de 11 vitórias e 11 partidas, sendo nove da fase regular e nas duas semi-finais diante da EFAT, com um ataque deveras “demolidor”.
Orientada tecnicamente pelo treinador Odair, a EFIP vem fazendo história nesta temporada, pois chega a final sem uma única vitória ou sequer empate, e sem sofrer um único golo.
Se na linha defensiva mantém as suas redes invioláveis, no sector atacante tem sido “fenomenal”. Nos 11 jogos realizados neste campeonato, já marcou 93 golos, o que perfaz uma média de 8,45 tentos por jornada.
De resto o conjunto de Odair Rodrigues está moralizado porque chega a final com duas goleadas de 8-0 e 10-0 imposta a EFAT nas duas partidas da meia-final, pelo que, segundo avançou Odair ao cvsports.cv, a equipa, ainda assim, “prioriza a formação, não se embandeira em arcos, mas “a final é para ganhar”, ainda que se mostre um respeito mútuo pelo adversário.
Por outro lado, está o conjunto de Bola Pr’a Frente, superiormente dirigida tecnicamente pela treinadora Silvério “Nita” Nédio, que foi a semifinal com sete vitórias e duas derrotas, sendo que para chegar a final venceu ambas as partidas diante do EFSOSD por 2-1, em cada uma das partidas. no cômputo geral Bola Pra Frente soma nove vitórias e duas derrotas nsta temporada .
A escola de Achada de Santo António, segundo adiantou a sua mentora à nossa reportagem, joga sempre com o espectro da formação, não só de futebolistas, mas acima de tudo, na educação de homens para um futuro melhor.
Ainda assim, Nita disse à Inforpress que os jogadores vão subir ao relvado para desfrutar do futebol, sem grande pressão, mas avisa que que “como qualquer equipa e como qualquer escola, que se preze, a “Bola Pra frente vai a final para ganhar”, ciente que tem pela frente um adversário difícil, mas que os dois conjunto conhecem mutuamente.
Em jogo, mais do que o título, está a escola, e consequentemente a luta por uma vaga no campeonato de Cabo Verde, já que apenas o campeão vai representar Santiago Sul no Nacional, prova a ser disputado de 16 a 29 de Março em cidade ainda por designar, com as equipas participantes divididas em dois grupos de cinco clubes cada.
De acordo com o calendário já estabelecido pela Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF), a poule A vai ser constituída pelas campeãs regionais da presente temporada das regiões desportivas da Boa Vista, do Sal, de Santo Antão Sul, de Santo Antão Norte e da equipa do Batuque, na qualidade da detentora do título.
Já o Grupo B vai ser composto pelos vencedores dos campeonatos regionais de São Vicente, de Santiago Norte, do Fogo, de Santiago Sul e do Maio.
Portanto, a final para a decisão do título em Santiago Sul promete. Dois “galinhos” para um poleiro. Será que a Bola Pra Frente consegue quebrar a invencibilidade da EPIF ou será que a EPIF vai mesmo continuar a fazer história e vencer o campeonato sem qualquer derrota ou sequer ter sofrido um único golo. A ver vamos. A final, que se joga nesta mini-féria escolar, promete em mais uma organização da Associação Regional de Futebol de Santiago Sul.
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