CVsports

FECADA reage acusações de Marilson Semedo e aconselha o paralímpico a reavaliar a “interrupção na carreira”

FECADA reage acusações de Marilson Semedo e aconselha o paralímpico a reavaliar a “interrupção na carreira”

 

Face às acusações e a tomada de posição do atleta paralímpico Marilson Semedo, de interromper a carreira por tempo indeterminado, por se sentir abandonado e sem condições de trabalho, a Federação Cabo-verdiana do Desporto Adaptado aconselhou o atleta já qualificado para o Mundial, a reavaliar a sua posição e enaltece o talento e as dificuldades do número dois do “ranking” africano.

A direcção da FECADA, em comunicado de imprensa,  disse  ter “recebido com tristeza e profunda surpresa, ”o anúncio da interrupção da carreira deste atleta paralímpico, 14º do ranking mundial.

Disse compreender as “dificuldades vividas pelo atleta, reconhecendo o seu talento, dedicação e esforço ao longo da sua trajectória desportiva”, mas a FECADA mostra-se, entretanto, desapontada perante as acusações de abandono e falta de apoio, pois considera “exageradas e desproporcionais” face ao desempenho demonstrado pela instituição.

“Ao longo deste percurso, fizemos sempre questão de apoiar o atleta dentro das nossas possibilidades, por vezes ultrapassando limites institucionais e financeiras motivados unicamente, pela amizade, respeito e amor à nossa missão e ao desporto adaptado”, lê-se no comunicado que exortou Marilson Semedo a “reavaliar a situação com serenidade e justiça”.

A FECADA reforçou a sua disponibilidade no sentido de dialogar e apoiar o atleta em causa, mantendo a porta aberta para futuros reencontros e colaborações.

Directamente de Portugal, onde reside há sete meses, criticou o “total abandono e silêncio total das autoridades desportivas cabo-verdianas”, designadamente o Comité Paralímpico de Cabo Verde, a Federação Cabo-verdiana de Desporto Adaptado e o Instituto do Desporto e da Juventude. Atleta amputado de um membro inferior (F57), Marilson Semedo, número dois do “ranking” africano, lançou 39,97metros nos Jogos Paralímpicos de Paris’2024, pelo que bateu o seu própriorecorde nacional ao superar a anterior marca de 38,20 metros.

Partilhar